Supercomputador IBM
Só pra em um futuro distante quando estiver passeando por esse Blog não me sentir culpado por nunca ter postado nada sobre tecnologia, que particularmente é algo que muito me interessa, aí vai uma notícia qua acabei de ler na página do UOL:
A IBM anunciou que foi a companhia escolhida pelo Departamento de Energia dos EUA (DOE) para projetar e construir o maior supercomputador do mundo, por meio do National Nuclear Security Administration (NNSA).
O equipamento, divulgado na semana passada, usará mais de 16 mil processadores AMD Opteron e 16 mil Cell processor B.E. — o mesmo usado no Playstation 3.
Batizado de Roadrunner, ele ocupará o espaço de três quadras de basquete e será instalado no Laboratório Nacional de Los Alamos para executar uma variedade de aplicações comerciais e científicas.
O sistema será construído apenas com hardware disponível no mercado, como os servidores IBM System x 3755 equipados com processadores AMD Opteron e sistemas BladeCenter H com chips Cell B.E. Ambos serão otimizados para alto desempenho e rodarão o sistema operacional Linux.
A expectativa é que o Roadrunner comece a ser instalado em Los Alamos ainda em 2006 e que o projeto esteja concluído até 2008.
Uma das peças-chave desse projeto é o desenvolvimento de um modelo de programação híbrida, capaz de gerenciar no mesmo ambiente operacional processadores x86 (Opteron) e RISC (Cell), o que abre perspectivas interessantes para o uso de arquiteturas heterogêneas no campo da Supercomputação.
Isso permite que o software gerenciador do Roadrunner segmente equações matemáticas complexas, direcionando cada uma delas para o sistema que seja capaz de processá-lo de maneira mais eficiente. Tarefas como manipulação de arquivos, entrada e saída de dados e comunicação de dados ficarão sob responsabilidade dos processadores Opterons, enquanto os processos mais complexos e repetitivos — que consomem a maioria dos recursos dos supercomputadores — serão direcionados para os chips Cell.
Tais inovações, desenvolvidas em conjunto com a IBM e os engenheiros de Los Alamos, permitirão que a IBM aplique essa tecnologia em novos sistemas híbridos, que seriam utilizados tanto por instituições acadêmicas quanto para áreas de negócios, como biotecnologia, finanças, indústria automotiva e aeroespacial.
Segundo a IBM, o Roadrunner será capaz de manter uma carga de processamento constante de mais de 1 quatrilhão (mil trilhões) de operações de ponto flutuante (petaflop) por segundo, com picos de até 1,6 petaflops. Um Pentium 4 ou Athlon 64 de 2,0 GHz, por exemplo, é capaz de processar alguns milhões de flops (ou gigaflops) por segundo

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